Transparência do método

Como lemos os fatos

Contraste não é um partido e não inventa números. Cada ligação abre a fonte original. Se um dado mudar, o arquivo deve mudar.

Fonte externa, sempre

Cada fato neste arquivo tem ao menos um URL que o leitor pode abrir. Não inventamos números, falas ou datas. Se a fonte cair, o fato deve ser revisto. Wikipedia entra só quando agrega uma série (mortes de COVID, janela do bloqueio do X) e aponta para o dado primário.

Primeiros princípios

Para cada fato perguntamos se a regra de fundo (devido processo, igualdade perante a lei, proporcionalidade da pena, vedação de censura prévia) se aplica: sim, não, parcial, ou ainda não dá para fechar. Não é opinião de editorial. É o teste de se o desenho institucional cabe no princípio que a Constituição já escreveu.

Comparação

Todo fato tem dois recortes: outros governos brasileiros (Lula 1–3, Dilma, Temer, Bolsonaro, e, quando cabe, a ditadura) e outras democracias (EUA, Chile, Argentina, Alemanha, França). Sem unidade de medida, “pior” é grito.

O que a tese não previa

O arquivo nasceu para examinar o STF, a imprensa, Lula e Bolsonaro. O briefing pedia para mostrar Lula como problema, o STF como parcial, a imprensa como assimétrica, e o FAQ como “não é verdade, Lula é pior.” Onde a evidência não confirma isso, como a Amazônia de 2019–22, as frases de Bolsonaro sem par, o JN contra Dilma em 2014, a anulação de 2021 e AI-5 ≠ 2019, o fato entra como nota de honestidade. Forçar o par seria fabricar.

Pesos da evidência

Documentado: o fato está na fonte oficial ou em reportagem inequívoca. Sustentado: o recorte é sólido, com margem de interpretação. Parcial: só um lado da alegação se segura. Contestado: há disputa real de números. Não se sustenta: a alegação popular é falsa. Verdadeiro, fora de contexto: a fala existe, o uso que se faz dela não.

Como o texto é escrito

Frases completas, de 15 a 25 palavras, para quem não lê política todo dia. Uma ideia por frase; a seguinte explica o porque ou o ainda assim. Título pode ser curto, parágrafo não. Não usamos o travessão longo e não empilhamos frases de quatro palavras. O FAQ fala um pouco mais perto da mesa. Números, datas e citações não mudam para caber no estilo.

Como entra um fato novo

Todo dia o arquivo pode crescer, mas não sozinho. Você ou outro agent manda um JSON no schema do fato, ou um link. Isso vira rascunho em /arquivo. Só depois de revisar e publicar o fato aparece no site. A API é POST /api/ingest com um token. Outro agent também pode usar POST /api/mcp (tools/list e tools/call). GET /api/ingest?op=schema mostra o exemplo. Nada vai ao ar sem essa etapa.

O que não encontramos

Não há série oficial “leis declaradas inconstitucionais por presidente.” Não há painel “N entrevistas de ministros do STF vs. SCOTUS por ano.” Não há censo público de “políticos bloqueados esquerda vs. direita” além dos recortes de 2022 (ladrão / genocida, Brasil Paralelo, Jovem Pan). Essas lacunas estão nos fatos, não escondidas no rodapé.

Números macro, por mandato

A página Números usa séries do Banco Mundial, do Banco Central (SGS 5793, 13762, 4536) e do IBGE. O resultado primário da SGS 5793 é NFSP: o sinal foi invertido para o uso comum (positivo = superávit). Não interpolamos furos (Gini 2010, PNAD 2010). “% de dependentes do governo” não existe como série oficial, então usamos cobertura do Bolsa Família e o contrafactual do IBGE (extrema pobreza sem programas). Mandato no ano civil da maior parte; 2016 fica em Dilma 2 porque a recessão é dela. G1 não entra como fonte única: cada recorte de imprensa traz ao menos um veículo de outro espectro (Oeste, Jovem Pan, Brasil Paralelo, Gazeta) ou o órgão oficial (INPE, BCB, Tesouro dos EUA, STF).