2020 · bolsonaro
COVID: cerca de 704 mil mortes, atraso da Pfizer, “não sou coveiro”: não é o pior do mundo, e não é genocídio jurídico
A alegação
“Bolsonaro matou na pandemia / é genocida.”
O que aconteceu
As falas reais existem: “gripezinha” (mar/2020), “Não sou coveiro”, “E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?” e “se você virar um jacaré” (dez/2020). Ele empurrou cloroquina depois que o RECOVERY (jun/2020) mostrou ausência de benefício. Em Manaus, em janeiro de 2021, faltou oxigênio. A Pfizer fez ofertas desde agosto de 2020; a 1ª dose no Brasil veio em 17/1/2021 (CoronaVac), enquanto o Chile começou a Pfizer em dezembro de 2020. A CPI da COVID pediu indiciamento, e quase nada virou sentença. As mortes confirmadas foram cerca de 704 mil, ou 3.347 por milhão, no clube de EUA (3.626), UK (3.404) e Chile (3.298): pior que a Argentina (2.881) e melhor que o Peru (6.604). No Auxílio Emergencial, o Planalto queria R$ 200, o Congresso elevou a R$ 600 e ele sancionou (lei 13.982/2020). Em 2020 a extrema pobreza caiu apesar do PIB de −3,3%.
Primeiros princípios
O princípio é parcialGenocídio tem tipo penal (intenção de destruir um grupo). Má gestão com desprezo público pelos mortos é outra figura. Atraso vacinal e desinformação presidencial são fatos, e “matou de propósito” não está em sentença. Lula não governou a pandemia, então não há comparação de gestão, só de frase.
Comparação · No Brasil
Estados e prefeituras (Doria e outros) tocaram vacina e lockdown. O federal definiu o tom e a compra, e os dois níveis importam.
Comparação · No mundo
EUA, UK e Chile estão no mesmo band. Nova Zelândia não é o par justo (ilha, idade, informalidade). Chile e Argentina, com vacina mais cedo, são o par honesto e desfavorável.