2020 · bolsonaro

Pix: entrou no ar no governo Bolsonaro. Ponto.

DocumentadoO princípio é sólido

A alegação

O Pix não é dele, é do Banco Central / de Temer.

O que aconteceu

Em 16 de novembro de 2020 o Pix entrou no ar. O presidente da República era Jair Bolsonaro, e o presidente do Banco Central era Roberto Campos Neto, indicação dele. Quem estava no Planalto quando o brasileiro passou a transferir a custo zero, 24 horas por dia, foi esse governo. Técnicos do Banco Central escreveram o código, do mesmo modo que técnicos do INSS escrevem o Bolsa Família, e ninguém diz que o Bolsa “não é do Lula” porque o servidor digitou. O grupo de trabalho nasceu em maio de 2018, sob Temer e Ilan Goldfajn. Isso é origem, e origem não anula mandato. Quem lança, na política, leva o crédito, e levaria a culpa se tivesse travado. A Folha, o Sinal e o PT usam a origem técnica para negar o crédito, ao mesmo tempo em que a mesma gente atribui ao governo do dia tudo o que sobe no gráfico. A medida tem de ser a mesma.

Primeiros princípios

O princípio é sólido

Crédito político segue o governo que entregou o bem ao indivíduo. Servidor de Estado sempre executa, então se a execução apaga o presidente, nenhum governo fez nada, nem o Real, nem o Bolsa, nem a vacina. O indivíduo livre ganhou Pix porque o governo de 2020 colocou no ar. Temer desenhou e Bolsonaro lançou, e lançar é o fato político.

Comparação · No Brasil

O Bolsa Família unificou programas de FHC; o crédito político foi de Lula, e os dois fatos constam. A Previdência de 2019 é de Bolsonaro embora o INSS pague. O Pix segue o mesmo critério: desenho de Temer, lançamento de Bolsonaro. Quem recusa esse critério só no Pix está escolhendo o resultado.

Comparação · No mundo

UPI (Índia) é creditada ao governo Modi, embora o RBI a opere. FedNow é da Fed, e o governo Biden leva o recorte político de 2023. Ninguém sério diz que o presidente “não tem nada a ver” porque um técnico compilou o código.

Fontes

Relacionados