2024 · lula

Amazônia: Lula 1 derrubou a taxa depois do pico; Bolsonaro a subiu; Lula 3 a baixou de novo

DocumentadoO princípio é sólido

A alegação

Lula destruiu mais floresta que Bolsonaro.

O que aconteceu

Os dados do PRODES/INPE são estes. Em 2004, no pico de Lula 1, foram 27.772 km². Em 2012, na mínima de Dilma, 4.571 km². Em 2018, 7.536. Sob Bolsonaro: 10.129 (2019), 10.851 (2020), 13.038 (2021) e 11.568 (2022), média de cerca de 11,4 mil, 60% acima do quadriênio anterior. Sob Lula 3: 9.064 (2023) e 6.288 (2024, −30,6%). Em hectares absolutos, 2003-05 cortaram mais que 2019-21. Em trajetória, Lula 1 é a maior queda da série e Bolsonaro é a maior alta recente. As duas frases de debate (“no seu governo foi o dobro” e “Bolsonaro destruiu a Amazônia”) são seletivas. A frase honesta cabe num único gráfico.

Primeiros princípios

O princípio é sólido

Desmate responde a preço da terra, fiscalização e sinal político. PPCDAm (Lula/Dilma) e o desmonte Ibama/Salles (“passar a boiada”, 2020) são mecanismos, não magia. Comparar pico absoluto de 2004 com 2021 sem a curva é trapaça.

Comparação · No Brasil

A alta começa em 2012-13 (Código Florestal, Dilma) e Temer. Bolsonaro não inventou a curva; pisou no acelerador, e Lula 3 reverteu, ainda acima de 2012.

Comparação · No mundo

Indonésia e Congo sobem e descem com enforcement. O Brasil é o único grande emissor que já mostrou, em série oficial, que desmate zero-ish é possível (2012) e que retórica presidencial muda o número em dois anos.

Fontes

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