2024 · lula
A pobreza caiu com Lula 1, com o Auxílio Brasil em 2022, e de novo com Lula 3
A alegação
“Só o PT tira gente da pobreza. Bolsonaro só piorou.”
O que aconteceu
O Bolsa Família (2003) unificou programas de FHC. Entre 2003 e 2014, pobreza e Gini caíram com salário mínimo real, formalização e o superciclo da China: os três juntos, não um milagre. Em 2021, com a COVID e um auxílio menor, a extrema pobreza chegou a 9,0% (IBGE, US$ 2,15). Em 2022, com o Auxílio Brasil a R$ 600, a extrema pobreza caiu a 5,9%. Em 2023-24, com o Bolsa Família restaurado, foi a 4,4% e 3,5% (7,4 milhões), o menor da série 2012+. O IBGE registrou 8,6 milhões de pessoas que saíram da pobreza entre 2023 e 2024. O desemprego anual de 2025 foi 5,6%, o menor da PNAD Contínua. Quem apaga 2022 mente, e quem apaga 2003-14 e 2023-24 também.
Primeiros princípios
O princípio é sólidoTransferência de renda bem desenhada reduz pobreza extrema, e isso é de primeiro princípio, não de partido. O crédito político é sempre maior do que o crédito causal (commodities, ciclo, Congresso). O que cabe guardar é a curva, não o hino.
Comparação · No Brasil
FHC criou Bolsa Escola, Lula unificou e expandiu, e Dilma 2 viu reversão com a recessão. Bolsonaro 2022 expandiu de novo, em ano eleitoral, e Lula 3 expandiu outra vez. A continuidade é maior que a ruptura.
Comparação · No mundo
Progresa/Oportunidades (México), Chile Solidario: o mesmo desenho. O Brasil não inventou a roda; rodou-a em escala continental durante um boom.