2026 · imprensa

Globo, Folha e Estadão descobriram o artigo 5º quando a vítima foi Dino

DocumentadoO princípio não se sustenta

A alegação

O teste de um princípio é aplicá-lo ao amigo. Os três jornais aplicaram o sigilo da fonte a um ministro do STF, e calaram ou relativizaram quando o alvo era o X.

O que aconteceu

Em 13 de agosto de 2026 O Globo, a Folha e o Estadão publicaram editoriais contra a busca na fonte de Luís Pablo. O Globo chamou a violação de “inconstitucional” e de “precedente perigoso.” A Folha questionou a competência do STF, e o Estadão citou o inciso 14 do artigo 5º. Dois dias depois o Poder360, em editorial, chamou a atuação de “espírito de corpo” e de “foro especial para a possível vítima.” Paula Schmitt, colunista do Poder360 e ex-Folha/Estadão, espalhou o texto no X. O alvo da reportagem era Flávio Dino. Em setembro de 2024, quando Moraes bloqueou o X no Brasil e contas de Discord e Rumble, os mesmos veículos trataram o caso como briga com Musk, risco à “democracia” ou cumprimento de ordem judicial. O princípio de imprensa livre, fonte protegida e plataforma no ar só acordou quando o colega de toga foi o assunto.

Falado em público

STF viola direito constitucional e espírito de corpo prevalece.

Editorial do Poder360 · 2026-08-15

Como colunista de política da Folha e Estadão antes de me formar… eu posso garantir: quem apoia a censura a jornalista não é jornalista.

Paula Schmitt · 2026-08-13

Primeiros princípios

O princípio não se sustenta

Não se mede um princípio pelo discurso; mede-se pelo inimigo a quem se recusa aplicá-lo. Sigilo da fonte não depende de o ministro ser Dino ou de o jornalista ser da Folha. Se o artigo 5º vale em agosto de 2026, valia em setembro de 2024, quando a plataforma inteira saiu do ar. Jornalista que só defende a imprensa do próprio lado não é jornalista, é assessor. Globo, Folha e Estadão não erram sempre. Acertaram tarde, e só quando o alvo era um deles.

Comparação · No Brasil

Em 2022 o TSE tirou “ladrão” do ar e deixou “genocida.” Em 2024 o X saiu do ar, e a Folha cobriu o impasse jurídico. Em 2026 os três editoriais saíram no mesmo dia, porque o ministro era Dino. O padrão não é “sempre contra Bolsonaro”; o princípio aparece quando o ameaçado está no círculo.

Comparação · No mundo

The New York Times e o Washington Post processaram o governo Nixon juntos, sendo inimigos um do outro. A ACLU defendeu nazistas em Skokie. Princípio de verdade é o que se aplica ao detestável. Editoriais simultâneos só quando o ministro é do time não passam nesse teste.

Fontes

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