2019 · imprensa

O Jornal Nacional foi mais duro com Dilma em 2014 do que com Bolsonaro em 2019

SustentadoO princípio é parcial

A alegação

A Globo sempre protege o PT e sempre destrói Bolsonaro.

O que aconteceu

O Manchetômetro (LEMEP/IESP-UERJ) codifica a valência de Folha, Estadão, O Globo, JN e Valor. Em agosto de 2014 o JN havia exibido 82 minutos negativos sobre Dilma contra 3 a 4 minutos positivos. No primeiro ano de Bolsonaro, o mesmo laboratório achou o JN relativamente benigno, com valência negativa/neutra perto de 0,9:1 e neutros predominando, enquanto a Folha estava em cerca de 4,5:1 contra o presidente. Mundim (2018, SciELO) não achou viés sistemático anti-PT nas páginas de notícia de 2002-2010, apesar de viés nas páginas de opinião do Estadão em 2006. A tese de que a Globo é o braço do PT não sobrevive a 2014. A tese de que a Globo nunca foi dura com Bolsonaro não sobrevive a 2021-22, com COVID, 7 de setembro e 8/1.

Primeiros princípios

O princípio é parcial

Imprensa privada enviesada é o normal das democracias. O problema democrático começa quando o Estado, TSE e Secom, reforça um polo. Medir valência não é medir verdade: um governo que gera mais fatos ruins deve, em tese, gerar mais manchetes ruins.

Comparação · No Brasil

A Globo apoiou 1964 e publicou mea culpa em 2013. É um conglomerado de estabelecimento, não um comitê petista nem um comitê bolsonarista. Record, SBT e Jovem Pan foram o contra-sistema de Bolsonaro, e ele venceu 2018 contra a Globo.

Comparação · No mundo

O par mais próximo é CNN/MSNBC versus Fox, com a diferença de que a Globo ainda concentra audiência terrestre como nenhuma rede americana. A Argentina, Clarín versus Página/12 mais pauta oficial, é o par latino da Secom.

Fontes

Relacionados