2026 · imprensa

O Brasil subiu no ranking da RSF depois de Bolsonaro. Já estava perto do 100º sob Dilma

SustentadoO princípio é parcial

A alegação

Bolsonaro destruiu a liberdade de imprensa; Lula a restaurou.

O que aconteceu

A RSF colocou o Brasil em 58º em 2010, ainda em Lula 2, em 108º em 2013 sob Dilma, em 104º em 2016, em 111º em 2021 e em 110º em 2022, na zona vermelha. O país subiu para 92º em 2023, 82º em 2024, 63º em 2025 e 52º em 2026. A metodologia mudou em 2022. A FENAJ atribuiu 570 “ataques” ao próprio Bolsonaro, incluindo desqualificação verbal, e registrou queda de 51,9% em 2023. Assassinatos de jornalistas no Brasil são sobretudo locais, ligados a corrupção municipal e crime, não um atentado do Planalto. A Freedom House manteve o Brasil como “Free”, com nota de 72 a 73 em 100. No Reuters Institute, a confiança na notícia caiu de 62% por volta de 2015 para 36% em 2026.

Primeiros princípios

O princípio é parcial

Insulto presidencial à imprensa é um problema; não é o mesmo que censor na redação. Rankings que pesam “hostilidade verbal” sobem quando o presidente é educado, inclusive se o juiz secreto continua. A RSF captura o primeiro problema e captura mal o segundo.

Comparação · No Brasil

O tombo grande foi Dilma, com protestos, mortes locais e concentração, não a posse de Bolsonaro. O recuo de 2023-26 coincide com um governo de novo simpático, publicidade na Globo, e ainda com inquéritos do STF.

Comparação · No mundo

México e Colômbia matam jornalistas em outra escala. Os EUA polarizaram a confiança sem cair para a zona vermelha da RSF. O Brasil mistura o problema mexicano do interior com o americano da polarização e o turco do juiz.

Fontes

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